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     O ensino bíblico demanda preços desafiadores. Após a ascensão de Cristo os apóstolos realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo na cidade de Jerusalém; sacerdotes com inveja decidem prendê-los, e à noite um anjo do Senhor abre as portas do cárcere e lhes dá uma missão: transmitam ao povo a mensagem de vida. Temos a resposta dos apóstolos: “Desse modo, ao amanhecer, os apóstolos entraram no templo, conforme haviam sido instruídos, e, sem demora, começaram a ensinar” (Atos 5.21). O resultado do ensino? Foram novamente presos, os sacerdotes queriam matá-los, no entanto, acabaram por açoitá-los e libertá-los. A resposta dos apóstolos? "Quando os apóstolos saíram da reunião do conselho, estavam alegres porque Deus os havia considerado dignos de sofrer humilhação pelo nome de Jesus. E todos os dias, no templo e de casa em casa, continuavam a ensinar e anunciar que Jesus é o Cristo" (Atos 5.41-42). Alegria e decisão: vamos continuar ensinando a mensagem de Cristo. Uma igreja saudável precisa assumir o compromisso do ensino das Escrituras, em locais públicos ou privados, mesmo sob a iminência de prisão ou morte.

    O ensino bíblico requer compromisso que envolve coração e mente. O evangelista Lucas registra sobre Apolo: “Era um orador eloquente que conhecia bem as Escrituras. Tinha sido instruído no caminho do Senhor e ensinava a respeito de Jesus com profundo entusiasmo e exatidão, embora só conhecesse o batismo de João” (Atos 18.24b-25). O ensino das Escrituras partia de um coração apaixonado pela mensagem, o entusiasmo era percebido na entonação das palavras, na alegria pelo aprendizado, atitudes contagiantes. O ensino também partia de uma mente dedicada ao estudo, à investigação dos dados, à procura de uma correta interpretação da mensagem divina. Não basta usar textos bíblicos para que o ensino seja considerado bíblico, é preciso que tenhamos uma correta interpretação das Escrituras. O desafio da interpretação bíblica perpassa a história da igreja; acompanhemos o apóstolo Pedro: "E lembrem-se de que a paciência de nosso Senhor permite que as pessoas sejam salvas. Foi isso que nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que lhe foi concedida. Ele trata dessas questões em todas as suas cartas. Alguns de seus comentários são difíceis de entender, e os ignorantes e instáveis distorceram suas cartas, como fazem com outras partes das Escrituras. Como resultado, eles próprios serão destruídos" (2 Pedro 3.15-16). Somos conscientes da complexidade que existe para uma interpretação adequada da Bíblia e por isso assumimos o compromisso de nos atermos a métodos consistentes de interpretação, a que chamamos de hermenêutica bíblica. Reconhecemos que o compromisso é de todos os membros da igreja e não só de quem ensina.

Assuma esse compromisso conosco!