<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>batistadomeier</title><description>batistadomeier</description><link>http://www.batistadomeier.org.br/blog</link><item><title>Missões no Oriente Médio</title><description><![CDATA[Uma igreja que objetiva crescer precisa viver Missões e Missões é a igreja em movimento!Temos vivenciado um tempo maravilhoso, onde temos o privilégio de ver nossos irmãos indo aos campos missionários e experimentando a graça e amor salvadores de Deus.Nesse mesmo intuito, nossa Igreja estará enviando duas missionárias voluntárias para mais um desafio surpreendente. Nos dias 22/10/2018 a 02/11/2018, elas estarão no Oriente Médio. Elas aceitaram o desafio de levar o amor de Deus ao refugiados,<img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_90144ff49b1943688098075da8141ae7%7Emv2.png"/>]]></description><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/missoesnoorientemedio</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/missoesnoorientemedio</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2018 19:05:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_90144ff49b1943688098075da8141ae7~mv2.png"/><div> Uma igreja que objetiva crescer precisa viver Missões e Missões é a igreja em movimento!</div><div>Temos vivenciado um tempo maravilhoso, onde temos o privilégio de ver nossos irmãos indo aos campos missionários e experimentando a graça e amor salvadores de Deus.</div><div>Nesse mesmo intuito, nossa Igreja estará enviando duas missionárias voluntárias para mais um desafio surpreendente. Nos dias 22/10/2018 a 02/11/2018, elas estarão no Oriente Médio. Elas aceitaram o desafio de levar o amor de Deus ao refugiados, através dos dons e talentos que o Senhor as presenteou.</div><div>Veja o que relata o Pr. Jessé, de Missões Mundiais:</div><div>“Quando ouvimos falar sobre refugiados, na maioria das vezes recebemos informações sobre aqueles que estão na Europa. O que a grande maioria das pessoas não sabe é que o número de refugiados no Oriente Médio é muito maior do que os que se encontram na Europa. </div><div>O número oficial da ONU – Organização das Nações Unidas é de 2.375,978 refugiados no Oriente Médio. Mas na realidade este número é bem maior. Estima-se que seja quase o triplo do número oficial.</div><div>Foi para o próprio Oriente Médio que se deslocaram as maiores porções dos refugiados vindos do conflito sírio, iniciado em 2011. Essas pessoas, além do fato de terem sofrido todos os tipos de perdas, têm que enfrentar o desafio de encontrar uma forma de sobreviver nos países onde se encontram. Não é possível para um refugiado ter um emprego formal no Oriente Médio.</div><div>Hoje, Missões Mundiais tem desenvolvido dois projetos com os refugiados nesta região do planeta. Nosso primeiro projeto atua com pessoas que estão fora dos acampamentos. O grande desafio é primeiro dar a eles o apoio inicial que precisam. Depois capacitamos essas pessoas em atividades que as ajudam a se manterem informalmente no país. Temos a necessidade de mais voluntários capacitados nas mais diversas áreas para atuar com eles. O segundo projeto é mais voltado para crianças que estão dentro de acampamentos. Temos a oportunidade e o desafio de expandi-lo. O projeto está em fase de consolidação, e carecemos de mais pessoas capacitadas para implantá-lo em outros lugares, além dos recursos financeiros para mantê-lo onde já existe”.</div><div>Pr. Jessé Carvalho, coordenador dos missionários da JMM no Norte da África e Oriente Médio</div><div>Nossas irmãs estarão nos representando em meio a povos ainda não alcançados pelo evangelho, em meio a dor e falta de fé na vida, no amanhã em Deus.</div><div>Como igreja de Cristo não podemos deixá-las sozinhas! Missões é feita pelos joelhos que se dobram, pelos pés que vão e pelas mãos que contribuem.</div><div>Qual a sua tarefa na Grande Comissão?</div><div>Participe desse Projeto!</div><div>“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus”. Atos 20:24</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_bd439e98a58f43e68f604a47a3e557b8~mv2.jpeg"/><div>O nome de nossas irmãs não foi divulgado, por questões de segurança.</div><div>Para mais informações, procure Lívia Farias.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Tudo, no meio do nada!</title><description><![CDATA[Gosto de caminhar olhando a paisagem, e que paisagem! A foto foi tirada de um lugar antes pitoresco. Corria a história de que um antigo fazendeiro do lugar havia escondido ouro e jóias em algumas cavernas abertas numa elevação de barro. Considerei meio insano chegar perto da entrada e totalmente insano entrar em algumas delas, o solo era de barro vermelho - segurança zero. O tempo passou e a economia ganhou mais uma, o morro está sendo escavado e o barro usado para aterro. Eliminada a vegetação<img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_b87cd382c9284c6aa5caca279a63a948%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Pr. Pedro Jorge</dc:creator><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2018/01/19/Tudo-no-meio-do-nada</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2018/01/19/Tudo-no-meio-do-nada</guid><pubDate>Fri, 19 Jan 2018 19:01:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_b87cd382c9284c6aa5caca279a63a948~mv2.png"/><div>Gosto de caminhar olhando a paisagem, e que paisagem! A foto foi tirada de um lugar antes pitoresco. Corria a história de que um antigo fazendeiro do lugar havia escondido ouro e jóias em algumas cavernas abertas numa elevação de barro. Considerei meio insano chegar perto da entrada e totalmente insano entrar em algumas delas, o solo era de barro vermelho - segurança zero. O tempo passou e a economia ganhou mais uma, o morro está sendo escavado e o barro usado para aterro. Eliminada a vegetação que o cobria o acesso é possibilitado sem obstáculo ao alto do pequeno morro. Uma vista privilegiada. As montanhas ao fundo parecem proteger a pequena faixa que abriga as construções humanas. A lagoa parece repousar sonolenta. O vale, com sua vegetação de baixa estatura, lembra um grande tapete verde musgo. É, estamos em Jaconé, estamos em família; experiência sempre singular e que insistimos em repeti-la constantemente. O morro está no final de um loteamento da periferia, estamos no meio do nada. O que encontramos além da bela paisagem? Uma declaração de fé e um chamado à decisão Nosso irmão em Cristo está decidido a tornar público a sua fé, Jesus tem todo o poder, pretende mostrar ao que por ali passa a mensagem bíblica da soberania de Cristo. O local não é estratégico; diríamos nós, os batistas. Poucos, muito poucos, passam por ali. Nosso irmão não parece preocupado com isso. O importante é proclamar. A mensagem está incompleta. A frente do cartaz maior uma advertência e o convite. “Você está pronto para morrer? Hoje falta menos do que ontem. Aceite a Jesus, só ele salva”. Três afirmações verdadeiras. Todo o poder pertence ao Cordeiro de Deus, Cristo o Senhor. Verdadeiramente hoje estamos mais perto da morte do que ontem. Salvação? Só em Cristo Jesus; pois em nenhum outro nome há salvação. E a pergunta? Você está pronto para morrer? Qual a sua resposta? Lembrei-me do tema de nosso Adore 2014. Trataremos da escatologia e associei Apocalipse 19:15 com as placas: “Uma espada afiada saía-lhe da boca, para ferir com ela as nações. Ele as regerá com cetro de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso”. O Fiel e Verdadeiro está prestes a encerrar a história humana, as nações serão feridas e regidas com poder, a taça da ira de Deus transborda. Você estará pronto para isso? O tempo é futuro que se alcança hoje. Você está pronto para isso? Hoje e amanhã. As placas são “escatológicas”. Tudo, no meio do nada. Salvação em Cristo, em meio à pecaminosidade humana.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Rompimento de Represas</title><description><![CDATA[O rompimento de uma represa revela o descaso com o ser humano e o meio ambiente, revela a ganância e o olhar fixo em lucros financeiros. Povoados destruídos pela enxurrada de lama com materiais pesados nocivos à saúde, uma bacia hidrográfica contaminada por décadas, espécies de peixes extintas em questão de horas. Famílias com suas histórias soterradas pelo mar de lama e entulhos, adultos e crianças que revelarão doenças em futuro próximo. Lentidão governamental, em todos os níveis, para]]></description><dc:creator>Pr. Pedro Jorge</dc:creator><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/Rompimento-de-Represas</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/Rompimento-de-Represas</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2016 16:25:29 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O rompimento de uma represa revela o descaso com o ser humano e o meio ambiente, revela a ganância e o olhar fixo em lucros financeiros. Povoados destruídos pela enxurrada de lama com materiais pesados nocivos à saúde, uma bacia hidrográfica contaminada por décadas, espécies de peixes extintas em questão de horas. Famílias com suas histórias soterradas pelo mar de lama e entulhos, adultos e crianças que revelarão doenças em futuro próximo. Lentidão governamental, em todos os níveis, para responder à tragédia. Tragédia anunciada - uma represa inicia seu rompimento quando do aparecimento de pequenas fissuras que aumentam pela grande pressão recebida da água represada. Pensar que poderia ser evitada com um projeto de reciclagem dos rejeitos da empresa ao custo de um dia de lucro; separação dos materiais e elaboração de tijolos que poderiam ser utilizados na construção civil. A igreja de Cristo se mobiliza, chora com os que choram, divide seus bens, cuida dos feridos, proclama as Boas Novas, cumpre sua missão. A tragédia ambiental me fez lembrar da tragédia relacional exposta pelo sábio: “O início do desentendimento é como a vazão de águas represadas; por isso desista da questão antes que haja briga” (Provérbio 17.14). O início do rompimento de um relacionamento humano costuma começar com questiúnculas que vão provocando rachaduras que comprometem toda a estrutura relacional. Quem muito colabora para essa tragédia é o insensato; a recomendação é afastar-se dele, principalmente quando no auge de seu comportamento padrão: “Melhor é encontrar-se com uma ursa cujos filhotes lhe foram roubados do que com o insensato na sua tolice” (Provérbio 17.12). E olha que encontrar-se com uma ursa calminha é uma experiência apavorante; imagine com uma sem os filhotes e acreditando que você seria o responsável. Nada bom; no entanto, melhor do que “dar corda” numa discussão com o insensato. Até para ajudá-lo é difícil porque ele é “cabeça dura”: “A repreensão deixa marcas mais profundas no prudente do que cem açoites no insensato” (Provérbio 17.10). E veja que o número máximo de chicotadas permitido pela lei judaica para corrigir ou punir alguém era quarenta; relacionar-se com insensatos é tarefa árdua. Outro colaborador para o rompimento relacional é o que vive amargurado com questões do passado: “Quem perdoa a transgressão busca a amizade, mas quem traz o assunto de volta afasta os amigos íntimos” (Provérbio 17.9). É alguém do tipo: “hoje as coisas estão bem, mas você deve se lembrar de quando me ofendeu falando o que falou”; ou pior, do tipo: “hoje as coisas estão bem entre vocês, mas vocês estão lembrados quando brigaram feio no ano passado”. Gente tóxica, se você der ouvidos terá problemas. O desentendimento está começando? Desista da questão! Não vale a pena ganhar uma discussão e perder um relacionamento. “Eu não vou desistir porque estou com a razão, e ele terá que admitir”. “Eu nunca levei desaforo para casa e não será agora que irei levar”. “Se ela acha que vai ganhar no grito está muito enganada”. Essas são algumas das desculpas que encontram espaço nas mentes e passam a orientar as ações diante de conflitos, mesmo em seus inícios. Não quero sair perdendo, então alimento o desentendimento que irá terminar como a vazão de uma represa. Desista da questão. Sim, é bem possível que pensem que você é fraco, sem personalidade, fácil de levar; lembre-se de que o que Deus pensa de você é bem mais importante do que aquilo que as pessoas pensam. Os sistemas de valores são muito diferentes, reflita no texto bíblico: “Quem tem paciência é melhor que o guerreiro; quem tem domínio próprio é melhor que aquele que conquista uma cidade” (Provérbios 16:32). Desistir da questão que está iniciando um desentendimento não é abrir mãos de seus valores ou ser capacho do outro. É ter bem claro em seu sistema de valores que “no que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Romanos 12:18 NTLH). Pessoas diferentes em suas concepções religiosas, políticas, culturais. Pessoas com gostos distintos: cores preferidas (o branco já não é só branco; ele é oferecido em 50 tons), estilos musicais (tema preferido para desentendimentos na membresia de igrejas evangélicas), tipos de filmes (como alguém pode não gostar de Star Trek, Star Wars ou dos filmes da Marvel?), estilo de se vestir (conseguimos unir o que há algum tempo eram opostos no ‘brega chique’), como decorar a sala de trabalho (como um pastor pode gostar de corujas como decoração? Teria que ser ovelhas!). A conversa está se encaminhando para um desentendimento? A “prosa” não está tomando um bom rumo? Desista da questão. Os valores do Reino são muito diferentes dos valores do mundo; releia o Sermão do Monte e veja o quanto temos a desistir, o quanto temos de renunciar. A contenda já teve início? As fissuras na represa já estão à mostra? A tragédia já se anuncia? Seguem algumas orientações do sábio de Provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura provoca a ira” (15.1), “O homem que se irrita com facilidade provoca conflitos, mas o paciente apazigua brigas” (15.18), “A sensatez do homem o torna paciente, e sua virtude está em esquecer as ofensas” (19.11), “Evitar conflitos é motivo de honra para o homem, mas todo insensato se envolve neles” (20.3). Aprendo com Davi. Suave em sua harpa. Firme em suas guerras. Fiel em seu reinado. Humano em suas experiências: “Também os que buscam tirar-me a vida preparam armadilhas contra mim, e os que procuram o meu mal dizem coisas prejudiciais; o dia inteiro maquinam traição. Mas eu, fingindo-me de surdo, não ouço e fico como um mudo que não abre a boca. Assim fico como quem não ouve, em cuja boca não há resposta. Mas, SENHOR, espero por ti; tu, Senhor meu Deus, responderás” (Salmo 38.12-15). Fingir-se de louco ou morto nem sempre é mau negócio!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A Trindade</title><description><![CDATA[Existem quadrinhos que se tornaram clássicos no mundo dos fãs, recentemente adquiri um. Estou em uma de minhas caminhadas livrescas e vejo na banca de jornal “Mulher-Maravilha, Batman e Superman: trindade”. A história foi originalmente publicada no ano de 2003 nos Estados Unidos numa série de 3 volumes, uma nova edição não pode ser desprezada. O lançamento apresenta os 3 volumes em edição única, tudo de bom. Meu interesse é mais do que pela história em si, mas é pelo que acredito estar por trás<img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_f6ded65abb3249e1bb3cc5bdc37cd68b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_307%2Ch_456/430a01_f6ded65abb3249e1bb3cc5bdc37cd68b%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Pr. Pedro Jorge</dc:creator><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/A-Trindade</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/A-Trindade</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2016 15:49:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_f6ded65abb3249e1bb3cc5bdc37cd68b~mv2.jpg"/><div>Existem quadrinhos que se tornaram clássicos no mundo dos fãs, recentemente adquiri um. Estou em uma de minhas caminhadas livrescas e vejo na banca de jornal “Mulher-Maravilha, Batman e Superman: trindade”. A história foi originalmente publicada no ano de 2003 nos Estados Unidos numa série de 3 volumes, uma nova edição não pode ser desprezada. O lançamento apresenta os 3 volumes em edição única, tudo de bom. Meu interesse é mais do que pela história em si, mas é pelo que acredito estar por trás do texto escrito e das imagens coloridas. Escolheram a capa do primeiro volume, sendo que ao final reproduzem as outras duas capas. Só em parar e observar as três capas podemos perceber intenções múltiplas dos autores, a postura e posicionamento dos heróis e da heroína já trazem questões; mas isso é outra história.</div><div>É interessante observar o quanto os temas religiosos têm sido explorados nas ficções, os temas cristãos não fogem a regra. Trindade é um dos temas desafiadores da teologia cristã, não é sem propósito que seja apresentado em filmes e quadrinhos. Algumas crenças pessoais auxiliam meu olhar: 1) o mundo jaz no Maligno, 2) os filhos das trevas são mais astutos do que os filhos da luz, 3) Satanás atua através da instrumentalidade humana na tarefa de banalizar a Palavra de Deus. Nossa heroína e nossos heróis são descritos com seus perfis psicológicos, suas manias, seus desejos, suas motivações. A inclusão da Mulher Maravilha no universo masculino dos heróis e na formação da trindade é instigante. Ela se apresenta de forma magnífica. O lugar do feminino na trindade é outra história. A luta dos três é contra o demônio, ironicamente (será?) ele pretende salvar o planeta aniquilando a humanidade, e quem tomaria nosso lugar? Seguidores e descendentes do demônio? E o que pensar do propósito do ladrão em roubar, matar e destruir? Satanás atua através da instrumentalidade humana. A trindade ficcional salvadora da humanidade não é sem propósito. Penso que filmes e quadrinhos são bons instrumentos para se “fazer a cabeça” de uma geração. Valores são apresentados de forma atraente, empolgante, envolvente. Os valores cristãos são constantemente questionados e ridicularizados enquanto princípios “libertadores” são apresentados como a opção mais inteligente e humana a ser feita. Alguns temas da teologia são recorrentes nas ficções: a origem do mal, a luta do bem contra o mal, a figura do salvador. Incluímos a Trindade. Chegamos ao livro “Pai, Filho e Espírito: a Trindade e o evangelho de João” de autoria de Andreas J. Köstenberger e Scott R. Swain, editado pela Vida Nova. Ao desenvolver o tema da devoção a Cristo nos primórdios do cristianismo e o monoteísmo exclusivista dos judeus escreve: “A humanidade de Jesus (sua carne, 1,14) é necessária sobretudo para a eficácia de sua morte redentora na cruz (p. ex., 6.51-58). O quarto Evangelista, de modo significativo, dá testemunho da plena humanidade de Jesus na cruz (19.34-35). Jesus também é apresentado como uma pessoa dotada do Espírito (1.32-33; 3.34) e que realiza uma série de sinais surpreendentes, os quais confirmam sua identidade messiânica (p. ex., 2.11). O papel do Espírito como “outra presença auxiliadora” e como enviado por Deus e por Jesus o vincula de forma indissociável a Jesus, o Filho. A unidade trina do Pai, do Filho e do Espírito forma o paradigma e a base para o amor e a unidade entre os seguidores de Jesus e para a missão que eles têm no mundo, uma vez que eles representam sua mensagem e seguem seu Senhor (20.21; cf. 17.18)” (p. 54s). O tema da Trindade tem sido debatido e apresentado controvérsias desde a era patrística. Ário em 318 A.D. nega a existência de um Deus Trino pregando 1) o Filho e o Pai não eram a mesma pessoa. 2) o Filho é criação do Pai, 3) houve um tempo em que o Filho não existia. Hoje essas ideias são defendidas pelos Testemunhas de Jeová. A isso responde o Concílio de Niceia em 325 A.D.: “Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja anatematiza”. A plena humanidade e a plena divindade de Jesus precisam ser compreendidas a partir do monoteísmo judaico; o evangelista João dificilmente iria se referir a Jesus como “um deus”, ou como alguém que teria sido “tornado Deus”. O Verbo era Deus (João 1.1). E o Espírito? Além dos milagres e maravilhas que operou e que foram registrados no livro de Atos dos Apóstolos, que bem poderia ser chamado de Atos do Espírito Santo temos o registro do apóstolo João: “Ao dizer isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao verem o Senhor. Então Jesus lhes disse pela segunda vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio. E havendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (João 20.20-22). Espírito, um com o Filho, um com o Pai. Trindade eterna. Anunciemos a Trindade que salva!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O Super-Homem, a laranjeira e o superexcedente</title><description><![CDATA[Estou de volta à Fazenda Bethesda. Havia planejado caminhar e meditar pelas trilhas e pelos pequenos pastos, não foi possível. Bem, acabei sendo figurante nas filmagens do Ministério Efathá. Mas não poderia perder a oportunidade de visitar, mesmo que de longe, a laranjeira do vizinho. Também fui ver a árvore que plantei, mas isso é outra história. Lá estavam elas, as laranjeiras, agora mostrando seus frutos, todas elas, inclusive aquela que em tempos passados era a única a exibir fruto, e um só<img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_fb4126d0dc6645619143919debb3fa99%7Emv2.png/v1/fill/w_626%2Ch_351/430a01_fb4126d0dc6645619143919debb3fa99%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Pr. Pedro Jorge</dc:creator><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/O-Super-Homem-a-laranjeira-e-o-superexcedente</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/O-Super-Homem-a-laranjeira-e-o-superexcedente</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2016 15:42:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Estou de volta à Fazenda Bethesda. Havia planejado caminhar e meditar pelas trilhas e pelos pequenos pastos, não foi possível. Bem, acabei sendo figurante nas filmagens do Ministério Efathá. Mas não poderia perder a oportunidade de visitar, mesmo que de longe, a laranjeira do vizinho. Também fui ver a árvore que plantei, mas isso é outra história. Lá estavam elas, as laranjeiras, agora mostrando seus frutos, todas elas, inclusive aquela que em tempos passados era a única a exibir fruto, e um só fruto.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_fb4126d0dc6645619143919debb3fa99~mv2.png"/><div>Àquela época não era tempo de se colher laranjas e nossa laranjeira (já soa intimidade) se destacava em sua frutificação, era como ela insistisse em nos abençoar com o seu fruto. Agora, tempo de se colher laranjas, ela se apresenta com vários frutos; junto à outras laranjeiras. Parece que tudo voltou ao normal, tempo de laranjas vou à uma laranjeira e encontro os frutos; afinal é para isso que as laranjeiras existem, elas “devem” fazer isso. Passo a meditar nos intervalos das filmagens, vida de artista é mesmo corrida. Algumas ideias sobre o que “devemos fazer” me veem à mente e ao coração. Começo com o Super-Homem, uma projeção de anseios e necessidades humanas. Ele é alguém de quem esperamos que “deva fazer” muitas coisas. A filosofia, uma das ciências do comportamento humano, pode nos ajudar; acompanhe: “Nós esperamos muito do Super-Homem porque ele pode fazer muito. Mas será possível para ele fazer mais do que esperamos ou que ele “deveria fazer”? Pareceria que quanto maiores as capacidades e responsabilidades superiores que as pessoas têm, menos impressionados ficamos quando eles as cumprem. Por um lado, isso faz sentido. Se esperássemos que a jovem Lois limpasse seu quarto, seu pai não a elogiaria quando ela assim fizesse. Mas se ela se voluntariasse para cortar a grama e fizesse um grande trabalho, ele a elogiaria e possivelmente a recompensaria. Ela teria ido “acima e além de seu dever”. Os filósofos chamam tais ações de superexcedentes. Entretanto, ironicamente, pode não ser possível para o Super-Homem ser superexcedente, dado que muito pouco está acima ou além do chamado do dever para ele, dadas as nossas expectativas incrivelmente altas” (Superman e a filosofia, p. 188). O mito, ou arquétipo, do super-herói perpassa por muitas culturas. Almejamos por alguém que resolva nossos problemas e nos livre dos perigos de nosso mundo, e também de ataques alienígenas. O Super-Homem é indestrutível, a não ser que ele se meta com o Batman ou que seja exposto à kriptonita, elemento raro em nosso planeta. Olhamos para o céu e não queremos ver um avião, queremos ver o Super-Homem chegando para nos salvar de algum grande perigo. Ele é rápido e por isso não pode chegar atrasado. Ele é forte e espero que vença o desafio. Ele tem visão de raio-X e pode ver tudo, não tem desculpas se não me salvar de um assalto numa área escura ou fechada. Ele tem superaudição e precisa ouvir meu grito de socorro mesmo estando salvando alguém do outro lado do mundo. Nada de espantoso ele realizar tais tarefas, afinal de contas ele é o Super-Homem; se não o fizer ele não é Super. Também não merece muitos elogios, ele não realiza nenhuma ação superexcedente que o mereça. Fico imaginando algumas situações de nosso dia a dia, as expectativas que fazemos de nós mesmos e que fazemos a respeito dos outros. Posso me achar o Super-Capaz e me cobrar em ações extraordinárias considerando-as apenas como o mínimo que devo fazer. Posso inclusive viver em eterno débito para com as pessoas, como Katniss em Jogos Vorazes. Posso entrar em depressão quando percebo que não consigo alcançar as altas expectativas que tracei para mim. Outra situação é ser visto como um tipo de “Super-Homem” e ser cobrado como tal. É uma armadilha e se eu cair nela vou me ferir e ferir pessoas. No contexto de igrejas costumo ver com preocupação essa situação. A igreja vê alguns irmãos ou irmãs como “super crentes”, “super consagrados”, “super disponíveis”, “super capazes” e então os enchem de cargos, funções, tarefas e reuniões. A experiência de dar aulas no Seminário possibilita que eu veja isso em muitas igrejas de várias denominações. A igreja acredita que tudo que esses fazem é nada mais nada menos que o natural, nada superexcedente. E esperam cada vez mais! Exemplifico com outra de minhas teorias não científicas: acredito que pessoas casadas que trabalham todo o dia e que comprometem todas as suas noites com tarefas eclesiásticas, seja nas dependências físicas da igreja ou não, tem problemas no casamento; ou terão em pouco tempo. E as vezes nós cobramos isso do outro: você “deve” usar os seus talentos no Reino, não foi sem propósito que Deus lhe concedeu a inteligência que você tem, você não pode desconsiderar as portas que Deus abriu para a sua formação intelectual e profissional, e falas do gênero. É óbvio que há verdade nas declarações, mas daí usa-las para aprisionar uma pessoa a um sem número de tarefas é outra história. Não deixamos espaço na vida dessa pessoa para as ações superexcedentes. Dois versículos bíblicos transitam em minha mente e coração. O primeiro é Eclesiastes 9.1: “Deveras me apliquei a todas estas coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus: e se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto no futuro” (Almeida Revista e Atualizada). Antes de me preocupar como o outro vê minhas obras preciso atentar para como Deus as vê, minhas ações estão nas mãos de Deus. O segundo texto é Eclesiastes 9.10 que diz: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (ARA). Tudo: o “fazer” família, o “fazer” irmãos em Cristo, o “fazer” amigos, o “fazer” vizinhos, o “fazer” colegas de trabalho .... Fazer o que devo em todos esses fazeres e de vez em quando uma ação superexcedente. Tenho a curiosidade de provar o fruto de “minha” laranjeira, mas isso é outra história!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Walking Dead e a Lava Jato</title><description><![CDATA[Não gosto de filmes sobre zumbis. Há muito tempo tenho sido desafiado por amigos a assistir episódios da série Walking Dead e vinha resistindo, até alguns dias atrás. Não era por puro pre-conceito, eu já assistira alguns filmes de zumbis e me entediava com o andar característico: passadas ritmadas e incansáveis em perseguições aos vivos, que se alcançados seriam transformados em novos mortos-vivos.Tentei assistir um filme da nova geração de zumbis, esses já correm e transmitem novos e poderosos<img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_c0c2ddb45a8d494d86cf4920f6bbdb6c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_438%2Ch_266/430a01_c0c2ddb45a8d494d86cf4920f6bbdb6c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Pr. Pedro Jorge</dc:creator><link>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/Walking-Dead-e-a-Lava-Jato</link><guid>http://www.batistadomeier.org.br/single-post/2016/10/10/Walking-Dead-e-a-Lava-Jato</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2016 15:37:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Não gosto de filmes sobre zumbis. Há muito tempo tenho sido desafiado por amigos a assistir episódios da série Walking Dead e vinha resistindo, até alguns dias atrás. Não era por puro pre-conceito, eu já assistira alguns filmes de zumbis e me entediava com o andar característico: passadas ritmadas e incansáveis em perseguições aos vivos, que se alcançados seriam transformados em novos mortos-vivos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/430a01_c0c2ddb45a8d494d86cf4920f6bbdb6c~mv2.jpg"/><div>Tentei assistir um filme da nova geração de zumbis, esses já correm e transmitem novos e poderosos vírus, parecem mais inteligentes e organizados, ainda não me agradaram. Bem, comecei a ler sobre a série e atentar para a fala de meus amigos: “Você vai gostar”, “O foco não está nos zumbis”, “A série é rica sobre o comportamento humano”. Ok, eles venceram. Fiz a minha iniciação assistindo o primeiro episódio da série. O subdelegado Rick caminha entre uma cena de destruição em direção a um posto de gasolina a fim de obter combustível para seu carro. Ele ouve um ruído e procura saber do que se trata, abaixa-se e vê as pernas do que parece ser uma criança, a pessoa (será?) abaixa-se e pega um bichinho de pelúcia. Rick levanta-se e constata, sim, é uma criança (será?). Ele procura não assustá-la, reação natural de um policial. Ela volta-se para ele e temos a triste revelação: e uma zumbi que olha fixamente para o policial, a intenção é nítida: ‘quero destruí-lo’, ‘vou devorá-lo’. Um brevíssimo instante de reflexão e a decisão pela sobrevivência. O policial saca sua arma e atira na cabeça da criança-zumbi, ou do zumbi-criança. A cena não poderia ser mais impactante. Uma criança representa aquilo que entendemos de inocência e esperança para o futuro, e vemos uma sendo morta com um tiro na cabeça. Mas espere, um zumbi não pode ser considerado uma pessoa; logo não temos o assassinato de uma criança. Além disso sabemos que zumbis não existem, porque nos sentiríamos impactados pela cena? O que o autor quer nos transmitir? Que uma criança pode ser alguém extremamente perigoso? Uma criança pode ameaçar ou mesmo tirar a vida de outra pessoa? Perdemos a inocência muito cedo em nossa história de vida? Ou quer nos passar de que somos capazes de assassinar a própria inocência quando vemos nossa sobrevivência ameaçada? Quando penso que já esgotei minha indignação com as revelações da Operação Lava Jato e suas operações-filhas sou surpreendido. Recentemente ouvi o depoimento de um casal que tem sido denunciado pelo recebimento de recursos por meios não oficiais, e por isso não declarados, pelo trabalho realizado quando das últimas eleições presidenciais. Ela afirma que mentiu nos primeiros depoimentos porque não queria prejudicar a candidata para quem trabalhou, ele afirma que mentiu como resultado de pressão psicológica e porque não acreditava que poderia permanecer preso. As coisas não saíram como o esperado, eles foram presos e assim continuaram. Os sorrisos e cinismo iniciais se transformaram em delação premiada. Os outrora amigos e parceiros parecem que se transformaram em zumbis e para garantir a sobrevivência pessoal passam a revelar detalhes obscuros de uma trama que parece não ter fim. Relembro um momento na história do rei Davi. “Naquele dia, Davi se levantou, fugiu de Saul e foi encontrar-se com Áquis, rei de Gate. Mas os servos de Áquis lhe perguntaram: Este não é Davi, o rei da terra? Não era sobre ele que cantavam nas danças, dizendo: Saul matou milhares, mas Davi, dez milhares? Davi pensou muito nessas palavras e teve muito medo de Áquis, rei de Gate. Por isso, mudou de atitude na presença deles e fingiu-se de louco; ele riscava os portões e deixava correr a saliva pela barba. Então Áquis disse aos seus servos: Vedes que este homem está louco! Por que o trouxestes a mim? Será que me faltam loucos, para que o trouxésseis diante de mim para fazer loucuras? Ele entrará na minha casa?” (1 Samuel 21.10-15). A ameaça de Saul era real: “Então Davi fugiu de Naiote, em Ramá, foi até Jônatas e lhe disse: Que fiz eu? Qual foi o meu erro? Em que pequei contra teu pai, para que ele procure tirar-me a vida?” (1 Samuel 20.1). Também era real a promessa de Deus de que ele seria o próximo rei de Israel; embora não lhe fosse revelado como isso se daria: ”O SENHOR disse a Samuel: Até quando terás dó de Saul, tendo eu o rejeitado para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite e vem; eu te enviarei a Jessé, o belemita, porque escolhi um de seus filhos para ser rei” (1 Samuel 16.1). O filho mais novo é trazido à presença do profeta: “Então o SENHOR disse: Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo. Então Samuel pegou o vaso de azeite e o ungiu diante de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (1 Samuel 16.12-13). Um momento de reflexão e uma decisão. Davi, o homem segundo o coração de Deus e ungido para ser o próximo rei de Israel, para sobreviver fingiu-se de louco. A cena é grotesca; um homem vitorioso em tantas batalhas, admirado pelos seguidores e temido pelos inimigos babando pelas ruas da cidade. E o que dizer de Saul? Ele, o rei escolhido por Deus: “Então Samuel pegou um vaso com azeite e o derramou sobre a cabeça de Saul. E o beijou e disse: Por acaso o SENHOR não te ungiu para seres príncipe sobre a sua herança? (1 Samuel 10.1), sentindo-se ameaçado procurou tirar a vida de um servo que lhe era fiel. Parece que somos perigosos quando nossa sobrevivência é ameaçada ou quando assim nos sentimos.</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>